Por que vim para Piemonte?

     Piemonte é minha região preferida de vinhos na Itália e não é à toa. Porém, antes de começar a explicar o motivo pelo qual vim passar uma temporada aqui, vou fazer uma breve introdução sobre a Itália e sobre a região.

     A Itália não é dividida em estados e capitais como no Brasil. Ela é dividida em regiões e províncias. A província de Piemonte é Turim (ou Torino em italiano). Piemonte é a segunda maior região da Itália e teve um papel de liderança na unificação da Península Italiana e na Revolução Industrial do país. Estes dois acontecimentos tiveram início em Piemonte, no século XIX. Piemonte contribuiu enormemente para a História, a Cultura e estabilidade Financeira da Itália, bem como para a indústria de vinhos.

Videiras em Barbaresco

     A supremacia de seus vinhos está relacionada não só ao prestígio de seus vinhos finos, mas também a diversidade e quantidade que oferece ao consumidor. É uma região superior em qualidade e tem o maior número de Denominações de Origem Controlada e Garantida* (DOCGs) e Denominações de Origem Controlada* (DOCs) da Itália, 17 e 42, respectivamente. Nenhum vinho pode ser rotulado como Indicação Geográfica Típica* (IGT).

     As “apelações” de Piemonte são geralmente as que possuem menores rendimentos médios. Piemonte também foi a primeira região da Itália a destacar a importância dos vinhos provenientes de um único vinhedo.
A reputação desta região também está ligada às preferências dos consumidores por Barbaresco e Barolo.

     Mas há mais do que Barolo e Barbaresco nesta região. As uvas Barbera e Dolcetto, antes consideradas inferiores, hoje estão produzindo excelentes vinhos. Embora Piemonte ainda seja considerada uma região de vinhos tintos, exceto por Gavi e Asti (espumantes), as uvas brancas Arneis e mais recentemente Erbaluce e Timorasso estão ganhando espaço.

     Outro ponto interessante é que a região é muito conservadora e tradicional, e por isso, há uma presença insignificante de variedades de uvas internacionais, bem como uma forte oposição às técnicas de vinificação modernas em algumas áreas.

     Em Piemonte, a diversidade de vinhos e estilos de vinhos é conectada a grande cozinha “piamontese”, uma das melhores do país.

     Acho que não preciso explicar mais nada né?! Somente os P.S….

     Auguri a tutti!

     PS. *Normalmente, na Itália há classificações de qualidade para indicar a origem dos vinhos. A Denominação de Origem Controlada e Garantida (DOCG) é a maior classificação de qualidade, seguida da Denominação de Origem Controlada (DOC) e por último a Indicação Geográfica Típica (IGT). Além disso, há outros termos que indicam qualidade como “Superiore” ou “Riserva”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *